sábado, 10 de setembro de 2011

Os 10 anos dos atentados terroristas nos Estados Unidos

Os Estados Unidos celebram em 11 de Setembro de 2011, os dez anos do maior ataque terrorista em seu território.
Um ataque jamais imaginado de grandes proporções onde centenas de pessoas morreram, patrimônios destruídos e colaborou também na decadência econômica americana sentida até o presente momento.
Mesmo com todos os investimentos em segurança e defesa pelos Estados Unidos, a maior potência econômica e militar do mundo, sua liderança e seu prestígio foram colocados em “xeque” e desmoralizada pelos ataques em seu território. O mundo assistiu “on line” o choque de dois aviões nas duas Torres Gêmeas em New York, um “avião” explode no Pentágono – Centro de Defesa Americana em Washington e outro avião que foi derrubado pelos passageiros que lutaram bravamente com os terroristas na Pensilvânia. Naquele exato momento histórico o mundo conheceu seu novo inimigo mortal, o Terrorismo Internacional, em especial o Al Qaeda, um “exército informal de terroristas”, comandado pelo seu líder máximo, Osama Bin Laden, que declarou guerra ao ocidente em especial a destruição dos Estados Unidos da América.
Com a morte de americanos, destruição do patrimônio e da sua imagem, não havia outra opção ao governo e ao povo a não ser declarar guerra e buscar os culpados e punir os responsáveis pelo ataque terrorista.
Muitos questionam se o presidente americano George W. Bush agiu corretamente declarando Guerra ao Terror, invadindo o Afeganistão na busca dos terroristas do Talibã.
A guerra irregular se inicia com a caçada de Osama Bin Laden e seus comandados no Afeganistão e Paquistão. A luta nas montanhas e no teatro de operações foram intensas e violentas, com a morte de muitos soldados americanos, aliados e de terroristas.
Os americanos e aliados usaram e usam toda sua estrutura de guerra regular (armas, logística, tecnologia, satélite, agentes de inteligência, militares - forças especiais para a caça desses terroristas.
Não podemos ignorar também a sabedoria e conhecimento dos líderes do Al Qaeda, que conseguiram atingir seus objetivos em território americano, assustar o mundo e manter uma guerra irregular com as grandes potências com pouca estrutura, vivendo em cavernas, soldados carregando ração (um tipo de lingüiça e um cantil de água para um mês), sem tecnologia sofisticada para não serem pegos pelos satélites americanos, usavam e usam informantes que levam e trazem as informações.
Dez anos se passaram, mas o medo de um novo ataque é constante no mundo globalizado. Os combates se intensificam no Afeganistão na busca de eliminar o Talibã, diminuindo o terrorismo e assim levar a democracia aquele país.
Não nos esqueçamos que os combates são travados em outras regiões do planeta, na busca de eliminação de terroristas como foi dito pelo presidente Bush em sua doutrina de combate ao terrorismo.
E o resultado foi ou é satisfatório? Vejamos:
Em especial, os Estados Unidos vêm combatendo, investindo e já gastou aproximadamente quatro trilhões de dólares nessa guerra. Também não devemos esquecer que neste ano (2011), no governo atual do presidente Barack Obama um grupo especial da Marinha americana caçou e matou o maior terrorista e líder do Al Qaeda, Osama Bin Laden.
A maior ação americana contra o Al Qaeda enfraqueceu suas fileiras, mas infelizmente não acabou com o terrorismo.
Os objetivos e interesses da Al Qaeda são dinâmicos e diretos onde, mesmo com sua maior baixa, buscam maior visibilidade, autonomia e recursos financeiros, através das suas doutrinas de convencimento ideológico e religioso. O “modus operandi” também vêm se aprimorando pelo mundo, na área operacional, tecnológica e parcerias com o crime organizado no mundo e em especial na América Latina, na troca e venda de armas, drogas, pirataria e lavagem de dinheiro.
Estamos agora celebrando a passagem dos 10 anos dos ataques nos Estados Unidos, mas devemos continuar alerta através de sistemas de inteligência eficientes e eficazes para combater o terrorismo.
Os Estados Unidos e o mundo continuaram com esse inimigo mortal o Terrorismo Internacional, que se adapta a realidade e suas necessidades, sejam ideológicas, religiosas, políticas e principalmente financeira.
Que os mortos inocentes vítimas do terrorismo nunca sejam esquecidos e os políticos e decisores possam estar absolutos e unidos nesse combate.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Calamidade e Risco

Não precisamos pensar e nem imaginar qual será o Cenário de Catástrofes e Crises pelo mundo. Nos últimos tempos as Catástrofes se intensificam causando mortes e prejuízos financeiros para os estados, famílias, empresas e seguradoras que precisam estar preparadas e protegidas para gerenciar crises, disponibilizando recursos imediatos para os sinistros, como:
O tsunami no Japão, furacões nos Estados Unidos, vulcões no Chile e na Islândia, terremotos na China, enchentes na Europa e calamidades de alta intensidade no Brasil, como vimos em Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e Nordeste.
Um dado importante: Nos últimos 10 anos a economia global sofreu prejuízos de aproximadamente U$ 1trilhão de dólares só com desastres naturais.
Todos nós assistimos recentemente as calamidades que aconteceram no Rio de Janeiro, onde encostas desmoronaram, pessoas morreram, desapareceram e perderam bens materiais que levarão anos para serem recuperados.
O Estado precisa investir mais na prevenção de calamidades e integrar a sociedade e empresas na discussão e preparação para os eventos. Não adianta apenas construir um centro de monitoramento de catástrofes e não ter as condições ideais para a mobilização, materiais e a própria desmobilização do processo da crise.
É importante a conscientização principalmente do Estado na prevenção dos riscos e crises.
Deve-se primeiro levantar as necessidades e situações de riscos para PLANEJAR a pronta resposta através de Planejamento e Planos de Catástrofe e Emergências, prontos e estruturados, com ações rápidas e eficazes para diminuir esses riscos, buscando salvar a maior quantidade de vidas e minimizando riscos para o estado, famílias e empresas, em especial de seguros, com uma estrutura de Gerenciamento de Crise.
As empresas de seguros estão diretamente envolvidas nos sinistros de calamidades e terão que desembolsar milhões de dólares para pagar indenizações vultosas. (Um exemplo: Japão/ Tsunami - casas, carros e outros).
E como minimizar esses riscos?
Primeiro: ter um gabinete de Inteligência na qual as seguradoras necessitam conhecer melhor esses riscos buscando, dados, informações, monitorando situações e trocando informações com órgãos do governo, seguradoras e também empresas que fazem análises de riscos de catástrofes;

Segundo: treinar equipes e funcionários para o entendimento e o preparo de sistemas e situações de riscos de catástrofes e emergências,
Terceiro: desenvolver uma sala de situações para o acompanhamento da crise (full time);
Quarto: Parcerias entre seguradoras e governo com o objetivo de desenvolver sistemas de alertas e radares para a prevenção de catástrofe, e em contra partida, o governo dando incentivos fiscais para essas empresas;
Quinto: Fundo de Respostas as Calamidades do governo administrado pelas seguradoras;
Nós não podemos controlar as calamidades e as tragédias naturais, mas devemos estar preparados através de medidas preventivas para diminuir os riscos, salvando vidas e minimizando os prejuízos.
Estamos com a Copa do Mundo (2014) e Olimpíada (2016), por virem, e assim os riscos aumentam pela falta de estrutura e também pelas ameaças e vulnerabilidades de crises sejam elas climáticas ou não.
Pense: Se você estiver no seu carro pelas ruas de uma grande metrópole no Brasil e chover muito, você poderá perder seu carro e se não tiver noções de emergência você poderá perder sua vida.
Por isso, precisamos estar sempre prontos para essas adversidades com planejamento, investimento e pessoal preparado para o sucesso da missão.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Capitalismo e seu futuro

O capitalismo avançou e muitos ainda não se deram por conta. O Capitalismo tradicional onde guerreou com o Comunismo dos anos 60, deixou de existir.


No Capitalismo tradicional os governos lutavam pelos interesses de suas nações, as indústrias e outras empresas produziam em nome do seu paises, (made in USA/Japan), empresários buscavam o lucro e acumulavam riquezas e os banqueiros também buscavam o lucro através de empréstimos e captação de recursos.


O mundo passou por inúmeras crises nos últimos 40 anos.



  • Crise do petróleo na década de 70;


  • A década perdida dos anos 80 no Brasil - os desajustes macroeconômicos geraram taxas insuportáveis de inflação;


  • A bolha financeira japonesa nos anos 90;


  • Crise financeira no Sudeste da Ásia em 1997 - desvalorização das moedas;


  • Crise Russa em 1998 - desvalorização do Rublo;


  • Crises de Crédito de 2000 até 2009;


  • Crise da Bolsa de Valores em 2007; (Crédito); Impacto maior nos países ricos;


  • Crises de 2008 e 2009 - crise dos subprimes e quebra de empresas e bancos;


  • Crises 2010/2011 - crises na Irlanda, Crécia, Portugal, Espanha e outros;


  • E a próxima?

Mesmo com todas as essas crises existiam condições favoráveis de investimentos em produção, educação, tecnologia e diversificação de projetos.


As grandes nações e investidores buscaram novas estratégias correndo para países periféricos, com o objetivo de produzir, diminuir custos buscando maximizar lucro nestes países como:


China, Taiwan, Índia, Brasil e outros. Mas, onde ficou a estratégia das grandes nações? O que presenciamos foi a estratégia empresarial somente. Destacamos uma das excessões a China que tem uma estratégia única (Estado e empresas).


O mercado financeiro ficou veloz e feroz buscando aumentar seu capital, projetos para investimentos e diminuição de custos.


Essa "confusão" macroeconômica nos mostra um grande gargalo que até agora não sabemos como conviver com isso.


A Europa, com excessão da Alemanha vive em crise seja ela econômica, social e política. O Japão desde da década 90 não consegue sair da recessão e agora os Estados Unidos prestes a um calote jamais imaginado na economia americana.


Isso comprova que a história é cíclica e precisamos sempre estar preparados para gerenciar e proteger nossos países, empresas e sociedades contra os riscos e crises que possam aparecer.


Na pirâmede sempre existiu o Estado, empresas e as famílias. E hoje, Como é essa pirâmede? Acima do Estado existe grupos de pessoas e empresas que controlam os "estados" e os fluxos de capitais pelo mundo, com o poder de fazer e/ou destruir qualquer Estado ou economia.


Os Estados precisam voltar aos ensinamentos básicos do Capitalismo, riqueza (produzir ,investir e poupar), a população consumir, poupar e pagar seus impostos e toda cadeia econômica ter o direito de ter lucro e/ou renda.


Hoje o cenário é pessimista para a economia mundial em decorrência dessa ganância pelo acumulo de riqueza individual.


É certa uma crise nos próximos anos pela falência dos Estados e das sociedades e a ganância individual dos dententores do capital e do poder.


Na minha visão o Capitalismo ainda é a forma ideal de economia e sociedade mas a ganância individual precisa ser controlada.


Como fez Shinzo Hamai que foi prefeito de Hiroshima logo após a II Guerra.


" Estavamos mergulhados na miséria e sem esperança. Uma das primeira coisas que fez, foi criar o clube dos sonhadores com o objetivo de criar um futuro melhor para acabar com a miséria e o caos da cidade destruida".


É isso que necessitamos hoje de "Homens e Mulheres" que sonhem, administrem e pensem nos Estados para propor e se necessário impor o equilíbrio das sociedades e o livre mercado competitivo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

A Morte de Bin Laden

No final da noite de domingo (01/05/2011), o presidente americano Barak Obama anunciou a morte do terrorista mais procurado do mundo, Osama Bin Laden.
Os americanos comemoram com entusiasmo e patriotismo pelo sentimento das Torres Gêmeas derrubadas em 11/09/2001.
Mas como fica o mundo pós Bin Laden?
Alguns já acham que o Al-Qaeda e o terrorismo terminam com a morte de Bin Laden. Infelizmente isso não é verdade.
Os interesses pela guerra ao terror são enormes, milhões de dólares são destinados ao combate ao terrorismo.
Bin Laden sempre foi considerado um mito pelos seus aliados e seguidores. E agora? Será um mártir? Isso sem dúvida seria muito preocupante para o Ocidente. Já se questiona onde está o corpo dele e perguntam? Será que realmente ele morreu?
Osama Bin Laden já tinha passado o comando da organização para Ayman al- Zawahiri, um dos intelectuais do grupo terrorista.
O Ocidente não pode deixá-lo virar um mártir. Os Estados Unidos precisam apresentar os restos mortais dele para não restar dúvida da morte e não levantar desconfiança da comunidade internacional e dos seguidores de Bin Laden.
Interessante e perigosa a situação até o presente momento, nenhum país, grupos, facções e indivíduos se manifestam explicitamente a favor dele. Será por que?
Na macro-política internacional os tomadores de decisões refletem o que fazer e decidir. A primeira coisa que as grandes nações fizeram foi reforçar a segurança de seus países e interesses pelo mundo a fora, justamente pela preocupação do grupo terrorista.
O Al-Qaeda dissemina ideais e valores para atingir seus objetivos e conquistar adeptos para sua causa.
Eles já trabalham com células autônomas que atuam praticando o terror pelo mundo.
A hierarquia já é bem definida, com a morte de Bin Laden, o 01 agora é Ayman al-Zawahiri e seus comandados como Khalid al-Habibi, Adnan El-Shukrijumah, Matiur Rehman entre outros.
Eles não vivem apenas de ideologia. De onde vêm os recursos financeiros?
Os recursos aparecem do tráfico de drogas especialmente ópio, tráfico de armas, pirataria nos mares e contribuições de simpatizantes.
As empresas de transportes e seguradores estão perdendo muito dinheiro com a pirataria praticada principalmente pela Al-Qaeda, conforme palestra de um executivo de seguros na Expor Counter-Terror 2011.
Até o mês de março de 2011, foram efetuados quase 190 ataques de piratas em alto mar.
Eles possuem uma estratégia de ataques: Baixo Impacto (pirataria, tráfico e ameaças);Grande Impacto,(atentado ao World Trade Center em 1993 e 2001, bombas no metrô de Madri em 2004, também no metrô de Londres em 2005 e tentativas de choques aéreos entre aviões dos Estados Unidos para a Europa).
E o futuro?
Como disse o assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Brener, que a morte de Bin Laden transformou a Al-Qaeda em um “tigre ferido”.
Um tigre ferido não tem limites pela necessidade de sobrevivência, sendo assim suas ações podem ser desastrosas para o Ocidente, na visão:
Política: enfraquecimento de Estados/Nação do ocidente e parceria de países simpatizantes com a causa da Al-Qaeda no sentido de guerra ao ocidente;
Sócio/Econômico: Desestruturar a economia mundial, queda das bolsas de valores, aumento do preço das commodities (petróleo e alimentos), desvalorização dos ativos financeiros, desemprego estrutural e conjuntural e outros. (Nos ataques de 11/09/2011 a cidade de New York teve um prejuízo de aproximadamente US$ 105 bilhões de dólares.
Religiosa: Um alinhamento entre o Jihad (Guerra Santa) com o Al-Qaeda, e
Operacional: Disseminar ataques pelo mundo utilizando armas químicas, bacteriológicas e mesmo nucleares.
Nesse momento é importante a união das Nações ao combate ao terror e estar preparado para as possíveis ações.

Parabéns aos combatentes que no anonimato participaram da missão de combater e capturar Bin Laden, sem visibilidade com espírito de guerreiro e o objetivo de defender sua Nação.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A maior tragédia no Brasil - Massacre no Rio

Hoje no Rio de Janeiro um psicopata invade uma escola disparando e matando 11 crianças e ferindo outras.

Fato terrível jamais ocorrido no Brasil.

Vejamos:

Não podemos defenir o fato como ação terrorista, pois não houve objetivo final para atingir os fins da ação. (Sem reivindicação). Definimos essa ação como terror.

Só assistimos e ouvimos que ele era um psicopata. Quem atestou isso?

Será que essa "fraqueza psicológica foi natural ou doutrinada? (ação psicológica).


Interessante:

É estranho como ele premeditou a ação. Planejou, preparou e executou - (processo)


- Fez o reconhecimento do local; ( já conhecia );

- Logística - preparou armas e munição para atingir seu objetivo;

- Treinamento - tinha conhecimento de armas;

- Pré-determinação do seu alvo;

- Determinação da ação;


Perguntas:

1 -Como uma pessoa desempregada adquiriu material (armas e munição)?

2 -Com quem ele falava no computador?


Mas não podemos deixar de fazer uma comparação com uma ação terrorista:

1 - Utilizou a violência e supresa; (entrou na escola com uma história de palestra e executou crianças);

2 - Alvo vulnerável fácil de atacar; (escola)

3 - Preparação minuciosa; (logística)

4 - Rapidez na ação - (tempo reduzido);

5 - Simbolismo e visibilidade. (deixou uma carta e hoje o mundo inteiro conhece a ação).

6 - Recrutamento são feitos pela internet

7 - Deixou a barba crescer e se isolou;

8 - Usou termos na carta como pureza, impuro - (só os puros poderão toca-lo).

9 - Gostaria de ser despido e enterrado em lençóis brancos - (ritual).

10 -Escolheu os alvos - meninas.


No início da semana escrevi um texto sobre o Terrorismo no Brasil.

Não quero polemizar mas os fatos estão ai e a conclusão são de todos.

Como disse no texto: O Brasil já é um player e sendo assim aumentam os interesses e as vulnerabilidades.

Precisamos definir que segurança queremos.

Não adianta agora falar em controle de armas, pois as mesmas que estão nas mãos dos criminosos são contrabandeadas e entram pelas fronteiras do país.


Refletiam.


Que Deus ilumine essas crianças e olhe por nós.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Terrorismo no Brasil

A revista Veja desta semana, 04/04/11, apresenta uma matéria de capa “A Rede do Terror no Brasil”, onde relata a situação de terrorismo na América Latina em especial no Brasil. Os pontos levantados são pertinentes com a realidade que vive o mundo e o Brasil. A tempos venho enfatizando o problema do terrorismo no Brasil, tema ainda jocoso pelo Brasil por ser um país “abençoado por Deus e alegre por natureza.” Atualmente precisamos relevar a importância do Brasil no cenário internacional, seja pelas áreas econômicas e comerciais. Com a eleição da presidenta Dilma Roussef as orientações e políticas principalmente externa foram alteradas em especial com o Irã. A presidenta Dilma foca sua política na defesa dos Direitos Humanos, Direitos das Mulheres e um realimento com os Estados Unidos, visto a visita do presidente Barack Obama no último mês. Essas ações nos fazem refletir de como serão nossas relações com o Irã, Venezuela (que andam apagadas desde posse da presidenta Dilma) e mesmo não sabemos como ficará a situação de Kadafi na Líbia. O tabuleiro geopolítico no mundo está acelerado pelos conflitos, desastres naturais, crises sociais e econômicos. Reflexão – Quem se atreve! Qual o cenário mundial em médio prazo? O Brasil faz parte desse tabuleiro e os interesses e motivações em relação ao Brasil são favoráveis, mas muitas vezes causamos situações indesejadas e incomodas a nações e grupos. As ações terroristas pelo mundo se intensificam pela necessidade de demonstrar poder, desestruturar Estados, atingir objetivos pré determinados e também dinheiro. O Brasil até agora não passou por uma situação concreta de ataque terrorista, porém não podemos esquecer algumas ações criminosas que poderíamos até classificar como uma ação terrorista. “ Lula – classificou os ataques como “atos terroristas” , disse que eles extrapolaram o banditismo convencional”. – Fonte: Estadão 2007 Fatos levantados: 1 – Células terroristas que passarão ou ainda transitam pelo Brasil; 2 – Situação da Tríplice Fronteira com lavagem de dinheiro, drogas, armas e outros; 3 – Al Qaeda estabeleceu base dentro da Comunidade Árabe próximo da Cidade Del Este; 4 – Al Qaeda estabeleceu sua base próximo a Tríplice Fronteira pela facilidade das atividades terroristas se estabelecerem e se aproximarem do Crime Organizado na lavagem de dinheiro, tráfico de armas e drogas; 5 – Al Qaeda utiliza entidades religiosas para cooptar e treinar pessoas para a causa e também para esconder fugitivos. 6 – A vários anos são presos terroristas na Tríplice Fronteira, como o caso de Salah Abdul Karin Yassine, preso especialista em explosivos e seguidor do Hamas, isso em novembro de 2000. Mídia: “ Uma rede de terror armada por Cháves ameaça os EUA? – Venezuelano demonstra que tem confiança de terroristas.” “A viagem do presidente Barack Obama à América do Sul mostrou a possibilidade de promissoras parcerias no Brasil e em outros países do continente. Entretanto, sua visita deveria chamar também as atenções dos EUA para o fato de que Irã e Venezuela conspiram para semear o terrorismo proxy de Teerã na região. No dia 22 de agosto de 2010, por sugestão do Irã, o presidente venezuelano Hugo Chaves recebeu representantes do alto escalão do Hamas, Hezbollah e da Jihad Islâmica Palestina para uma cúpula secreta na sede da inteligência militar em Fuerte Tiuna, no sul de Caracas.” “O perigo de uma rede terrorista operando nas Américas é concreto. Em maio, Mohamed Saif-Ur-Rehm Khan, um paquistanês que solicitou o visto para os EUA na embaixada americana no Chile, foi detido quando a polícia detectou traços de materiais usados na fabricação de bombas em suas mãos. Autoridades americanas descobriram o vínculo de Khan com o grupo islâmico Jamaat al-Tabligh.” “A ameaça representada por terroristas que viajam pelo mundo está sempre presente. Um agente americano afirmou, em janeiro, que dois membros da Al-Qaeda estavam em Caracas planejando um ataque “químico” à embaixada americana.” Fonte: Estado de São Paulo – Março/2011 – Roger Noriega – The Washington Post. A revista Veja vem corroborar com a situação e a vulnerabilidade que estamos passando ou mesmo deixando de lado. Lembre-se o Brasil hoje é um player importante no cenário internacional. Revista Veja: “A escalada do mal. Em duas décadas, o avanço extremista no Brasil já cumpriu quatro estágios, segundo a Polícia Federal. O próximo passo pode ser a realização de atentados. 1º Estágio (1992) – O Brasil começou a ser usado como ponto de passagem por terroristas, como os que explodiram a Embaixada de Israel em Buenos Aires. Em 1995, Osama Bin Laden e o terceiro homem na hierarquia da Al Qaeda, passaram por Foz de Iguaçu, como revelou Veja em 2003. 2 º Estágio (1996) – Eles começaram a se estabelecer legalmente no Brasil. Um dos artifícios que usaram para permanecer no país foi assumir legalmente os filhos de mães solteiras. Como pais oficiais de crianças brasileiras, não podem ser extraditados. 3º Estágio (1999) – Início do aliciamento de brasileiros. Os simpatizantes mais aguerridos foram enviados ao exterior, para aprofundar na doutrina dos extremistas e ser treinados em acampamentos de terroristas no Afeganistão. 4º Estágio (2001) – O Brasil passou a ser usado como base de financiamento do terrorismo e centro de preparação de ataques. Depois dos atentados de 11 de Setembro, o departamento do Tesouro dos USA identificou remessas de dinheiro para o Herbollah oriundos do Brasil”. Um único militante instalado no Paraná enviou 100 milhões de dólares a esse grupo extremista.” Fonte: Revista Veja – Edição 2211 – ano 44 – nº 14 - -6/04/2011. Grupos terroristas procuram: 1 – Divulgação da causa como meio de aceitação; (Simbolismo) 2 – Discurso de conquista para minoria; (Psicologia) 3 – Enfraquecer o sistema do Estado e Sociedade; (Visibilidade) 4 – E outros objetivos que agora não serão discutidos. As informações acima podem até serem questionadas, mas o fato do terrorismo na América Latina é concreto. Será que estamos preparados? O Brasil será patrocinador de grandes eventos como Copa 2014 e Olimpíada em 2016. Nossa economia cresce e nossos interesses sejam eles quais foram podem ser questionados de várias formas inclusive um ataque terrorista.

1 - Não existe arcabouço jurídico tipificando terrorismo; 2 – Não existe consciência e vontade política e governamental em discutir o assunto; 3 – Necessidade de mapeamento de pontos sensíveis de possíveis ataques; 4 – Controle e investigação de possíveis células no país; 5 –Parceria entre instituições nacionais e internacionais; (a Polícia Federal vêm desenvolvendo um bom trabalho nessa área); 6 – Estar preparado para um possível ataque – Planejamento, Gerenciamento de Crise voltada para um ataque terrorista, mobilizar e desmobilizar pessoas e materiais; (Vão dizer que tem tropas e grupos prontos, mas não é só tropa. Estamos prontos mesmos? 7 – Investimento intensivo em treinamento e material; 8 – Inteligência unificada; 9 – Acabar com a vaidade institucional, achando se pronto para tudo. O Governo precisa definir seus interesses, estratégias e ações para proteger e agir em caso concreto. Estar pronto num eventual ataque e que não vejamos locais destruídos e pessoas em pedaços. Nem estamos falando de prejuízos econômicos e financeiros. A cidade de New York perdeu nos ataques de 11/09/01 aproximadamente US$ 105 bilhões de dólares. O que é mais importante a política ou a Soberania e Segurança Nacional? Reflita!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Inteligência no Brasil

Inteligência é uma ferramentas fundamental para o governo e a iniciativa privada. Quando bem utilizada o resultado é eficiente e eficaz trazendo benefícios e segurança.
Nos últimos tempos parece que alguns tem esquecido ou ignorado essa ferramenta.
Hoje no Brasil ainda se descute o que fazer com a ABIN. Não devemos esqueçer que um governo sem informação é um governo em risco.
Uma boa inteligência alavanca proteção, desenvolvimento e democracia.
Nas grandes nações a Inteligência é vista e respeitada como apoio as decisões.
No Brasil , infelizmente a visão míope não leva a desenvolver uma Inteligência de ponta como o país merece.
Hoje a China utiliza essa ferramenta para atingir seus objetivos interno e externo. Vejamos:
- Inteligência Militar: voltada para sua segurança, defesa e expansão territorial;
- Inteligência Econômica: voltada para seus interesses comerciais e financeiros, alavancando seu crescimento e desenvolvimento econômico.
Hoje a inteligência chinesa possui o maior número de agentes pelo mundo e seu orçamento também é alto. Por que será?
A China definiu o Brasil como parceiro. Será que somos parceiros? O Brasil reconheceu a China como economia de mercado. Será que a inteligência brasileira foi ouvida sobre as consequência dessa atitude?
E o Brasil o que pensa sobre o assunto?
Temos informações e estamos monitorando agentes economicos estrangeiros no Brasil?
Estamos levantando dados para proteger nossa economia contra interesses e mesmo ataques especulativos contra o país?
O Brasil tem agentes pesquisando novas tecnologias, negócios e oportunidades no exterior?
A guerra não é no campo, isso é consequência. A guerra está na Estratégia e interesses que todos possuem para atingir seus objetivos e lucro.
O mundo nunca foi pacífico e os interesses a cada dia aumentam pela escassez de produtos, a ganância pelo lucro, busca de informações para transformar em produto, violência e meio ambiente.
Se a presidente Dilma ouvisse sobre inteligência eu diria:
1 - Crie um sistema unificado de Inteligência brasileira coordenado por uma secretaria de Inteligência ligada direto ao seu gabinete, (aproveitando a estrutura da ABIN);
2 - Definir missão, visão, valores e objetivos;
3 - Bucar junto ao congresso nacional a aprovação da legislação para Inteligência;
4 - Investimento no sistema de inteligência, (pessoas, físico e tecnológico);
5 - Criar uma cultura de inteligência no governo e;
6 - Desmistificar a Inteligência;
Não descarte nossa Inteligência porque quando precisar poderá não ter.
Lembre-se Inteligência bem administrada só produz conhecimento útil, proteção, segurança, desenvolvmento e democracia.