sexta-feira, 29 de março de 2013

Riscos e Ameças Presentes


As crises e riscos climáticos, sociais,  econômicos e cibernéticos estão aumentando geometricamente pelo mundo e no Brasil , através das catástrofes, emergências ,  ameaças e vulnerabilidades.
Os Estados Unidos até hoje não se recuperaram  da catástrofe do Katrina (2005), onde o desastre vitimou aproximadamente  1000 pessoas e tiveram 100 bilhões de dólares em prejuízos .
No ano passado, na região de New Jersey o  Furacão Sandy  trouxe novamente mortes e prejuízos.
No Japão em 2011, tivemos um Tsunami que arrasou a região de Fukushima.
Empresas japonesas com enchentes e inundações na Tailândia perderam mais de 450 milhões de dólares no ano passado.
Mesmo com toda a preparação e proteção que as grandes nações implementam em seus países, os sinistros e desastres  são grandes em decorrência da proporção dos eventos catastróficos.
E no Brasil, o que estamos fazendo?
As catástrofes, emergências e ameaças estão aumentando  em todas as regiões do país. No norte e nordeste estamos com uma grande seca, no Sul e Sudeste, estamos com tempestades, inundações e outras ameaças.
O banco mundial relatou que o Brasil teve perdas financeiras de R$ 15 bilhões entre 2008/2011, com desastres naturais nas regiões de Santa Catarina, Alagoas, Pernambuco e Rio de Janeiro.
Em março (2013), aconteceu novamente um evento na região serrana do Rio de Janeiro e novamente, as medidas foram ineficientes e ineficaz.
Não é só colocar sirenes para alertar a população que irá resolver os problemas de desastres e calamidades.
Primeiro, temos que adquirir uma cultura de prevenção e preparo para catástrofes;
Segundo, precisamos de recursos para a prevenção e preparo para os eventos. E que, esses recursos, sejam administrados e fiscalizados por pessoas capacitadas;
Terceiro,  precisamos de especialistas e pessoas preparadas para lidar com o assunto, não apadrinhados que passam mal quando se ver um desastre;
Quarto, precisamos de verdadeiras lideranças e que a população acredite no seu governo. Isso não é utopia, e sim necessidade já que a população está desacreditada em nossos governante e políticos pela falta de gerenciamento e pela corrupção.
Estudos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), estimam que o aumento de temperatura  causarão perdas avaliadas em 100 bilhões de dólares até 2050.
O  mesmo estima que em 2050 a América Latina e Caribe perderão de 30 a 50 bilhões em exportações agrícolas.
O Brasil é o patrocinador de grandes eventos como Copa das Confederações, Papa e Jornada Mundial da Juventude, Copa do Mundo e Olimpíada.
Estamos construindo grandes  estruturas  para os eventos no Brasil , mas estamos preparados para  proteger esses negócios? Na minha opinião, não.
Veja as notícias:  " FIFA exige que o governo responda pela falta de segurança e desastre natural" O Estado de São Paulo, 17/01/2012.
" A Lei Geral obriga o governo federal a indenizar a FIFA em caso de determinados incidentes".
Vocês sabem o porquê disso?
Porque no caso de um incidente, uma catástrofe ou emergência o governo brasileiro será responsabilizado e terá que indenizar a FIFA por não cumprir as exigências da Lei Geral da Copa.
Já imaginou alguns eventos que poderiam acontecer?
- Greve de transportes, de funcionários públicos, paralisações e reivindicações ;
- ataques do crime organizado;
- falta de abastecimento e energia nos eventos;
- ataques cibernéticos nos eventos;
- tempestades, inundações;
- ataques terroristas.
Muitos dizem isso é improvável, mas não podemos negligenciar e descartar uma hipótese de um evento acontecer.
Precisamos repensar nossas estratégias e definir o que é melhor para o país.
Não podemos nos esquecer, que o mundo passa por uma nova ordem política, econômica  e de segurança.
Devemos acreditar,  ter competência  e  estar prontos para minimizar os riscos em nosso país.
As catástrofes e emergências poderão  acontecer e se não estivermos preparados poderemos ter grandes decepções e perdas materiais e humanas novamente.
É importante a visão para a estratégia. Enxergar os problemas e as soluções e disponibilizar recursos para o preparo  e proteção, deixando  os interesses exclusos e a vaidade dos incompetentes que buscam só tirar proveito das situações.



 

domingo, 4 de novembro de 2012

Crise em São Paulo 2012


Estamos vivendo mais uma crise de segurança pública em São Paulo, onde policiais estão sendo emboscados e alvejados covardemente e a população acuada e aterrorizada com as mortes que estão acontecendo diariamente.
Infelizmente mais uma vez as autoridades de São Paulo não estão sabendo lidar com a crise de segurança.  Falta primeiro respeito, humildade, sensibilidade e mesmo conhecimento da crise.

Quando se inicia uma crise num Estado precisamos te liderança efetiva por parte do seu governante, onde seus comandados e a população acreditem nesta liderança e no resultado.

Isto não está acontecendo em São Paulo nesta crise de segurança. São entrevistas desconexas e sem liderança, esperando o tempo passar e as coisas se resolverem.
Vejamos a diferença de liderança e preparo para uma crise.

Na última semana os Estados Unidos passaram por uma crise natural com a passagem do furacão Sandy, provocando a morte de dezenas de pessoas e a destruição das cidades de New York e New Jersey na costa leste.
As cidades ainda sofrem com as consequências da passagem do Sandy, mas temos que reconhecer o preparo e a execução do planejamento da crise e da contingência para minimizar os riscos e perdas.

O plano foi acionado pelo governo federal  através do FEMA - Federal Emergency Management Agency, responsável em planejar, preparar e executar as operações de contenção da crise.
O presidente Barack Obama assumiu a posição de Líder da operação gerenciando a crise, mesmo próximo de uma eleição e arriscando sua reeleição.
Também não podemos esquecer da liderança e perseverança do prefeito Michael Bloomberg de NY e o governador Chris Christie de New Jersey.

Sempre devemos estar preparados para  as possíveis crises.
Alguns meses atrás foi roubado do Exército Brasileiro no interior de São Paulo, 3.000 cartuchos de fuzil . E o que foi feito?

O Exército Brasileiro acionou seu plano de ação impedindo a venda de drogas no envolto da cidade de Pirassununga.
E o que aconteceu?

Os donos do tráfico na região mataram dois bandidos e entregaram um  as autoridades e o Exército recuperou toda munição roubada.
Mostrou estar pronto e ter estratégia para a crise.

Nesta crise que estamos vivendo em São Paulo será que não falta?
- Um gabinete para gerenciar esta crise de segurança pública;

- O gabinete ( Local determinado );
- Liderança - ( o governador no seu papel de líder máximo da crise);

- Apoio -  (Secretário de Segurança, Administração Penitenciária, Comandante da Polícia Militar, Delegado Geral da Polícia Civil, Ministério Público e outras autoridades e instituições que forem necessárias);
- Apoio ativo da Inteligência do Estado - buscando identificar e mapear as regiões contaminadas; organizações insurgentes e objetivos e as motivações dos ataques;

- Contra Inteligência  protegendo  o sistema e as pessoas envolvidas;
- Logística de material e Mobilização de pessoal  ativo para a situação;

- Desenhar o planejamento, preparo e execução das operações;
- Agir dentro da legalidade; e

- Retomar a segurança do Estado e a tranquilidade da população;

Caso contrário se a situação persistir:
- A violência tenderá  a aumentar morrendo mais  civis, policiais e criminosos;

- O descrédito do governo e autoridades paulista tenderá a se agravar;

- A população paulista em choque e medo de sair pela cidade;
- O comércio (restaurantes, lojas, cinemas, bares), terão prejuízos, já que as pessoas  estão deixando de com mais frequencia a noite e assim diminuindo o consumo;

- Baixo moral dos policiais pela falta de liderança e isso poderá nos levar a uma greve, reivindicando melhores condições de trabalho;
- Possível intervenção no Estado de São Paulo pelo governo federal, através da Força Nacional, FFAA e Polícia Federal.

Finalizando o texto deixo a mensagem.
A Sociedade e o Estado são maiores que a política. Não deixe São Paulo ser vencido pelo crime.

 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Crise em Viracopos


As crises econômicas, financeiras, políticas e sociais se intensificam todos os dias na Europa, Ásia , Estados Unidos, Oriente Médio e na América Latina.
O Brasil ainda se destaca no cenário internacional principalmente na área econômica, canalizando investimentos externos com retorno de bons lucros para suas matrizes e investimentos internos pelos programas governamentais e para o financiamento  dos grandes eventos que se aproximam.
Mas ainda temos grandes óbices em áreas centrais do governo , como: falta de  infraestrutura, falta capacitação profissional e inovação,  corrupção , falta de políticas públicas eficientes e eficazes, falta de segurança e desconfiança efetiva no desenvolvimento sustentável do país.
A falta de estratégia  e visão governamental e mesmo empresarial, está levando a prejuízos e desconfianças de investidores e da população.
Estamos com vários eventos programados no Brasil: Copa das Confederações (2013), Visita do Papa (2013), Copa do Mundo (2014), Olimpíada (2016) e outros grandes eventos artísticos e esportivos. Também não podemos esquecer das obras de infraestrutura que estão sendo executadas no país.
Mas o governo e as empresas estão e ou se preparam para os riscos e crises ?
No último final de semana no aeroporto internacional de Viracopos em Campinas,  tivemos um evento, o estouro de um pneu de um avião de carga na pista principal,  gerando mais uma crise no setor aéreo nacional .
Pergunta?
1 - Onde está  o planejamento estratégico, operacional e tático para lidar com a crise?
2 - Onde está o plano de contingência e de crise para este evento? Se tem, por que demorou tanto tempo para resolver a crise? Quem foi o responsável em  gerenciar a crise? Alias, foi acionado o plano de crise?
3 - Foram avaliados os riscos do aeroporto ?

O aeroporto ficou fechado por 46 horas; 512 voos foram cancelados e 40 mi passageiros foram prejudicados.
De quem é a responsabilidade e quem paga todo esse prejuízo financeiro e moral?

As seguradoras irão reavaliar seus seguros para este aeroporto. E com certeza para toda infraestrutura dos eventos no país, já que a desconfiança aumenta.
O que vemos mais uma vez são instituições governamentais se eximindo de culpa e repassando para empresas privadas que também não podem ser eximidas de culpa, pela falta de gerenciamento e repasse de informações destas situações pré existentes.
Será que ninguém sabia que um aeroporto de importância logística e comercial como Viracopos, não poderia ser surpreendido com  este acidente? Ninguém pensou em adquirir um recovery kit air como equipamento de socorro para uma possível crise?
Foi gerada uma crise corporativa com perdas financeiras, confiança e emocionais para todos os envolvidos e para o país.
Mas será que todo este estresse seria necessário caso governos e empresas investissem mais no preparo e prevenção de riscos e crises?
Falamos tanto de PPP - Parceira Público Privado e por que isso não é feito na prática num caso simples de um estouro de pneu, (previsto), onde os riscos poderiam ter sido minimizados e a crise ser bem gerenciada ?
Vejamos um exemplo positivo:
"A Quatar Airways tem reforçado suas operações com a aquisição de equipamento completo de recuperação de aeronaves - a primeira companhia aérea no mundo a possuir o kit de estado-da-arte completa.Há apenas 11 kits completos a nível mundial, mas as peças dentro de cada kit são de propriedade separadamente pelas companhias aéreas e aeroportos em todo o mundo.

O equipamento completo é o primeiro de seu tipo em qualquer lugar do mundo.
A Qatar Airways kit de recuperação de aeronaves é transportável e capaz de recuperar a aeronave de passageiros maior do mundo, o Airbus A380, a partir de sites de incidentes em qualquer lugar do mundo, além de quaisquer outros tipos de aeronaves.

Com um investimento de EUA $ 3,2 milhões, o equipamento permite hub da companhia aérea Doha para ser capaz de recuperar as peças do equipamento de qualquer tipo de aeronave após um incidente que torna uma aeronave não operacional.

Prática típica na indústria da aviação chama para a companhia aérea e do aeroporto para completar a devida diligência na remoção de uma aeronave de um local onde foi danificado como resultado de um acidente.
Qatar Airways recentemente testado cada aspecto de seus equipamentos recém-adquiridos em um exercício que foi um esforço conjunto realizado pela companhia aérea Qatar Aviation Services, Aeroporto Internacional de Doha e observado por Qatar Civil Aviation Authority e da Força Aérea do Qatar.

Qatar Airways emprega uma equipe dedicada totalmente treinados no equipamento.

O executivo-chefe da Qatar Akbar Al Baker disse: "Quando olhei para comprar uma completa end-to-end kit de recuperação de aeronaves, avaliamos o que beneficia o equipamento traria não só para a Qatar Airways e Aeroporto Internacional de Doha, mas sim como um investimento para a indústria como um todo".
Mais no Brasil as coisas são diferentes. A vaidade, a arrogância e o despreparo de muitos nos levam a crises e "cases" negativos que são repercutidos no mundo todo quebrando a confiança no país.
Agora um burocrata está levantando os fatos e as culpas para serem apuradas. Como já é notícia passada, o assunto e relatório irá para uma gaveta e esquecido.
Continuamos sendo omissos e displicentes  com as nossas "coisas" e segurança.
Com esta filosofia que no Brasil nada acontece, a falta de zelo, preparo e inteligência poderá nos levar a situações e desastres nunca acontecidos no Brasil.
 
 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Inteligência Contemporânea

Nos últimos anos a Inteligência tornou se destaque no mundo governamental e corporativo, pela busca da informação, conflitos/ataques terroristas, sabotagem, espionagem e evolução de sistemas – “cybers”, que buscam atingir seus interesses alcançando os objetivos pré-estabelecidos.


As nações desenvolvidas investem milhares de dólares em Inteligência, pois acreditam na sua eficiência e eficácia, através de treinamento dos profissionais envolvidos, tecnologia de sinais, imagem, cibernética, vigilância, química, nuclear, bacteriológica, robótica e outras tecnologias novas, para atender suas necessidades e dar suporte ao tomador de decisão.

“Exemplo – Operação Jerônimo – que matou o terrorista mais procurando no mundo Osama Bin Laden. Os Estados Unidos utilizaram sua estrutura de Inteligência e equipes para localizar e neutralizar o terrorista.”

Na atualidade, o Brasil segue sendo um “player” internacional, destacando se pela economia pujante e sua população desfrutando deste crescimento sustentável.

O mundo todo nos olha pelo crescimento, pelas nossas riquezas e os eventos que seremos os patrocinadores:

• Rio + 20 – Evento com personalidades e autoridades presentes do mundo;

• Visita do papa Bento XVI – Encontro com os jovens – 2013; (expectativa 4 milhões de jovens em território brasileiro)

• Copa das Confederações – 2013;

• Copa do Mundo 2014; O mundo inteiro estará voltado para o evento – bilhões de pessoas assistindo os jogos;

• Olimpíada 2016 – Evento mundial com maior número de delegações representando seus países.

Estamos preparados para preparar e proteger nosso país?

Em minha opinião não estamos preparados para os novos desafios que o Brasil precisará enfrentar.

Como disse acima o Brasil é um “player” internacional que desperta interesse e cobiça.

Quando falamos em Inteligência precisamos primeiro acreditar e confiar nas instituições e pessoas que fazem parte deste sistema, sejam elas públicas e privadas, deixando de lado interesses, ideologias e demagogia.

Inteligência segura e eficiente só traz benefícios e democracia a uma nação.

Referência: Um analista de inteligência precisa ser negativo às vezes para entender, preparar e proteger melhor os objetivos determinados.

Fazendo uma analogia ao preparo para a proteção do Estado e também dos eventos, destaco:

• Estamos preparados para as interferências e ameaças externas? Se houver um ataque terrorista estaremos preparados com medidas legais e técnicas?

• Sabemos fazer um gerenciamento de crise e/ou contingenciamento para um ataque terrorista? E ou bomba suja?

Força Contra-Terror é diferente de Forças Especiais; vamos mais uma vez improvisar?

• Estamos levantando as possíveis motivações de um evento no país?

• Temos um sistema unificado de Inteligência? Só no papel o SISBIN. O sistema de Inteligência brasileiro é individualista – “cada um faz o seu”.

• Estamos preparados para uma guerra econômica? Temos agentes trabalhando esse cenário? Quais são as proteções e mecanismo para ajudar a proteger o Estado e a iniciativa privada? A China hoje trabalha Inteligência Militar e Econômica, buscando seus objetivos no mundo;

• Temos uma legislação apropriada para o trabalho de Inteligência? Temos leis que ampare o agente de operações numa missão específica?

• Quais são os incentivos a Inteligência brasileira?

• Os meios de recrutamento através de concurso são os mais adequados e eficientes?

• Existe o conhecimento por parte dos poderes sobre a importância da Inteligência no Brasil? Não temos cultura de Inteligência e sendo assim precisamos criá-la;

• Temos um trabalho para desmistificar a Inteligência no governo e na população? Precisamos acabar com a vaidade na área; Ninguém e nenhuma informação deve ser descartada.

• Temos investimentos em Inteligência? (pessoas, tecnologia e ferramentas); Se não conhecemos a importância fica difícil esse investimento;

• Estamos realmente acompanhando as ações do Crime Organizado no Brasil?

• Por que não existe um sistema que possa integrar a Inteligência pública e privada? Nos Estados Unidos isso é muito bem feito entre os dois setores com grandes resultados.

Lembre-se: O mundo nunca foi e não será pacífico e os interesses a cada dia aumentam pela escassez de produtos, busca de informações e a ganância pelo lucro e poder. Por isso mesmo deveremos estar preparados e a Inteligência é um bom caminho para se iniciar.

Ex: o Brasil possui o maior aqüífero de água potável do mundo com provisão para 60 anos.

Cenário: a água está se escasseando pelo mundo e todos precisamos beber água.. Em breve a água será uma commodity.

Nós, Brasil sendo o maior aqüífero e já faltando água pelo mundo, não seremos procurado ou mesmo ameaçado em entregar nossa água?

Por que os países desenvolvidos e com visão investem grandes somas em Marinha?

Dado: A marinha chinesa está produzindo 100 navios de guerra para estarem prontos em 2020, um desses o maior porta aviões do mundo.

Será que essa estratégia será apenas para guerra?

Lembre-se: Um Estado nunca deverá desprezar a importância da Inteligência, porque quando precisar poderá não ter.

sábado, 10 de setembro de 2011

Os 10 anos dos atentados terroristas nos Estados Unidos

Os Estados Unidos celebram em 11 de Setembro de 2011, os dez anos do maior ataque terrorista em seu território.
Um ataque jamais imaginado de grandes proporções onde centenas de pessoas morreram, patrimônios destruídos e colaborou também na decadência econômica americana sentida até o presente momento.
Mesmo com todos os investimentos em segurança e defesa pelos Estados Unidos, a maior potência econômica e militar do mundo, sua liderança e seu prestígio foram colocados em “xeque” e desmoralizada pelos ataques em seu território. O mundo assistiu “on line” o choque de dois aviões nas duas Torres Gêmeas em New York, um “avião” explode no Pentágono – Centro de Defesa Americana em Washington e outro avião que foi derrubado pelos passageiros que lutaram bravamente com os terroristas na Pensilvânia. Naquele exato momento histórico o mundo conheceu seu novo inimigo mortal, o Terrorismo Internacional, em especial o Al Qaeda, um “exército informal de terroristas”, comandado pelo seu líder máximo, Osama Bin Laden, que declarou guerra ao ocidente em especial a destruição dos Estados Unidos da América.
Com a morte de americanos, destruição do patrimônio e da sua imagem, não havia outra opção ao governo e ao povo a não ser declarar guerra e buscar os culpados e punir os responsáveis pelo ataque terrorista.
Muitos questionam se o presidente americano George W. Bush agiu corretamente declarando Guerra ao Terror, invadindo o Afeganistão na busca dos terroristas do Talibã.
A guerra irregular se inicia com a caçada de Osama Bin Laden e seus comandados no Afeganistão e Paquistão. A luta nas montanhas e no teatro de operações foram intensas e violentas, com a morte de muitos soldados americanos, aliados e de terroristas.
Os americanos e aliados usaram e usam toda sua estrutura de guerra regular (armas, logística, tecnologia, satélite, agentes de inteligência, militares - forças especiais para a caça desses terroristas.
Não podemos ignorar também a sabedoria e conhecimento dos líderes do Al Qaeda, que conseguiram atingir seus objetivos em território americano, assustar o mundo e manter uma guerra irregular com as grandes potências com pouca estrutura, vivendo em cavernas, soldados carregando ração (um tipo de lingüiça e um cantil de água para um mês), sem tecnologia sofisticada para não serem pegos pelos satélites americanos, usavam e usam informantes que levam e trazem as informações.
Dez anos se passaram, mas o medo de um novo ataque é constante no mundo globalizado. Os combates se intensificam no Afeganistão na busca de eliminar o Talibã, diminuindo o terrorismo e assim levar a democracia aquele país.
Não nos esqueçamos que os combates são travados em outras regiões do planeta, na busca de eliminação de terroristas como foi dito pelo presidente Bush em sua doutrina de combate ao terrorismo.
E o resultado foi ou é satisfatório? Vejamos:
Em especial, os Estados Unidos vêm combatendo, investindo e já gastou aproximadamente quatro trilhões de dólares nessa guerra. Também não devemos esquecer que neste ano (2011), no governo atual do presidente Barack Obama um grupo especial da Marinha americana caçou e matou o maior terrorista e líder do Al Qaeda, Osama Bin Laden.
A maior ação americana contra o Al Qaeda enfraqueceu suas fileiras, mas infelizmente não acabou com o terrorismo.
Os objetivos e interesses da Al Qaeda são dinâmicos e diretos onde, mesmo com sua maior baixa, buscam maior visibilidade, autonomia e recursos financeiros, através das suas doutrinas de convencimento ideológico e religioso. O “modus operandi” também vêm se aprimorando pelo mundo, na área operacional, tecnológica e parcerias com o crime organizado no mundo e em especial na América Latina, na troca e venda de armas, drogas, pirataria e lavagem de dinheiro.
Estamos agora celebrando a passagem dos 10 anos dos ataques nos Estados Unidos, mas devemos continuar alerta através de sistemas de inteligência eficientes e eficazes para combater o terrorismo.
Os Estados Unidos e o mundo continuaram com esse inimigo mortal o Terrorismo Internacional, que se adapta a realidade e suas necessidades, sejam ideológicas, religiosas, políticas e principalmente financeira.
Que os mortos inocentes vítimas do terrorismo nunca sejam esquecidos e os políticos e decisores possam estar absolutos e unidos nesse combate.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Calamidade e Risco

Não precisamos pensar e nem imaginar qual será o Cenário de Catástrofes e Crises pelo mundo. Nos últimos tempos as Catástrofes se intensificam causando mortes e prejuízos financeiros para os estados, famílias, empresas e seguradoras que precisam estar preparadas e protegidas para gerenciar crises, disponibilizando recursos imediatos para os sinistros, como:
O tsunami no Japão, furacões nos Estados Unidos, vulcões no Chile e na Islândia, terremotos na China, enchentes na Europa e calamidades de alta intensidade no Brasil, como vimos em Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e Nordeste.
Um dado importante: Nos últimos 10 anos a economia global sofreu prejuízos de aproximadamente U$ 1trilhão de dólares só com desastres naturais.
Todos nós assistimos recentemente as calamidades que aconteceram no Rio de Janeiro, onde encostas desmoronaram, pessoas morreram, desapareceram e perderam bens materiais que levarão anos para serem recuperados.
O Estado precisa investir mais na prevenção de calamidades e integrar a sociedade e empresas na discussão e preparação para os eventos. Não adianta apenas construir um centro de monitoramento de catástrofes e não ter as condições ideais para a mobilização, materiais e a própria desmobilização do processo da crise.
É importante a conscientização principalmente do Estado na prevenção dos riscos e crises.
Deve-se primeiro levantar as necessidades e situações de riscos para PLANEJAR a pronta resposta através de Planejamento e Planos de Catástrofe e Emergências, prontos e estruturados, com ações rápidas e eficazes para diminuir esses riscos, buscando salvar a maior quantidade de vidas e minimizando riscos para o estado, famílias e empresas, em especial de seguros, com uma estrutura de Gerenciamento de Crise.
As empresas de seguros estão diretamente envolvidas nos sinistros de calamidades e terão que desembolsar milhões de dólares para pagar indenizações vultosas. (Um exemplo: Japão/ Tsunami - casas, carros e outros).
E como minimizar esses riscos?
Primeiro: ter um gabinete de Inteligência na qual as seguradoras necessitam conhecer melhor esses riscos buscando, dados, informações, monitorando situações e trocando informações com órgãos do governo, seguradoras e também empresas que fazem análises de riscos de catástrofes;

Segundo: treinar equipes e funcionários para o entendimento e o preparo de sistemas e situações de riscos de catástrofes e emergências,
Terceiro: desenvolver uma sala de situações para o acompanhamento da crise (full time);
Quarto: Parcerias entre seguradoras e governo com o objetivo de desenvolver sistemas de alertas e radares para a prevenção de catástrofe, e em contra partida, o governo dando incentivos fiscais para essas empresas;
Quinto: Fundo de Respostas as Calamidades do governo administrado pelas seguradoras;
Nós não podemos controlar as calamidades e as tragédias naturais, mas devemos estar preparados através de medidas preventivas para diminuir os riscos, salvando vidas e minimizando os prejuízos.
Estamos com a Copa do Mundo (2014) e Olimpíada (2016), por virem, e assim os riscos aumentam pela falta de estrutura e também pelas ameaças e vulnerabilidades de crises sejam elas climáticas ou não.
Pense: Se você estiver no seu carro pelas ruas de uma grande metrópole no Brasil e chover muito, você poderá perder seu carro e se não tiver noções de emergência você poderá perder sua vida.
Por isso, precisamos estar sempre prontos para essas adversidades com planejamento, investimento e pessoal preparado para o sucesso da missão.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Capitalismo e seu futuro

O capitalismo avançou e muitos ainda não se deram por conta. O Capitalismo tradicional onde guerreou com o Comunismo dos anos 60, deixou de existir.


No Capitalismo tradicional os governos lutavam pelos interesses de suas nações, as indústrias e outras empresas produziam em nome do seu paises, (made in USA/Japan), empresários buscavam o lucro e acumulavam riquezas e os banqueiros também buscavam o lucro através de empréstimos e captação de recursos.


O mundo passou por inúmeras crises nos últimos 40 anos.



  • Crise do petróleo na década de 70;


  • A década perdida dos anos 80 no Brasil - os desajustes macroeconômicos geraram taxas insuportáveis de inflação;


  • A bolha financeira japonesa nos anos 90;


  • Crise financeira no Sudeste da Ásia em 1997 - desvalorização das moedas;


  • Crise Russa em 1998 - desvalorização do Rublo;


  • Crises de Crédito de 2000 até 2009;


  • Crise da Bolsa de Valores em 2007; (Crédito); Impacto maior nos países ricos;


  • Crises de 2008 e 2009 - crise dos subprimes e quebra de empresas e bancos;


  • Crises 2010/2011 - crises na Irlanda, Crécia, Portugal, Espanha e outros;


  • E a próxima?

Mesmo com todas as essas crises existiam condições favoráveis de investimentos em produção, educação, tecnologia e diversificação de projetos.


As grandes nações e investidores buscaram novas estratégias correndo para países periféricos, com o objetivo de produzir, diminuir custos buscando maximizar lucro nestes países como:


China, Taiwan, Índia, Brasil e outros. Mas, onde ficou a estratégia das grandes nações? O que presenciamos foi a estratégia empresarial somente. Destacamos uma das excessões a China que tem uma estratégia única (Estado e empresas).


O mercado financeiro ficou veloz e feroz buscando aumentar seu capital, projetos para investimentos e diminuição de custos.


Essa "confusão" macroeconômica nos mostra um grande gargalo que até agora não sabemos como conviver com isso.


A Europa, com excessão da Alemanha vive em crise seja ela econômica, social e política. O Japão desde da década 90 não consegue sair da recessão e agora os Estados Unidos prestes a um calote jamais imaginado na economia americana.


Isso comprova que a história é cíclica e precisamos sempre estar preparados para gerenciar e proteger nossos países, empresas e sociedades contra os riscos e crises que possam aparecer.


Na pirâmede sempre existiu o Estado, empresas e as famílias. E hoje, Como é essa pirâmede? Acima do Estado existe grupos de pessoas e empresas que controlam os "estados" e os fluxos de capitais pelo mundo, com o poder de fazer e/ou destruir qualquer Estado ou economia.


Os Estados precisam voltar aos ensinamentos básicos do Capitalismo, riqueza (produzir ,investir e poupar), a população consumir, poupar e pagar seus impostos e toda cadeia econômica ter o direito de ter lucro e/ou renda.


Hoje o cenário é pessimista para a economia mundial em decorrência dessa ganância pelo acumulo de riqueza individual.


É certa uma crise nos próximos anos pela falência dos Estados e das sociedades e a ganância individual dos dententores do capital e do poder.


Na minha visão o Capitalismo ainda é a forma ideal de economia e sociedade mas a ganância individual precisa ser controlada.


Como fez Shinzo Hamai que foi prefeito de Hiroshima logo após a II Guerra.


" Estavamos mergulhados na miséria e sem esperança. Uma das primeira coisas que fez, foi criar o clube dos sonhadores com o objetivo de criar um futuro melhor para acabar com a miséria e o caos da cidade destruida".


É isso que necessitamos hoje de "Homens e Mulheres" que sonhem, administrem e pensem nos Estados para propor e se necessário impor o equilíbrio das sociedades e o livre mercado competitivo.